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Coletividade e Centralizadores de poder

A comunhão é descrita no dicionário de muitas formas, mas o significado em questão será mencionado na comunhão congregacional que tem por caráter o; “ato de realizar ou desenvolver alguma coisa em conjunto”. A bíblia valoriza a unidade cristã para que os seus participantes possam crescer tanto em graça, como em conhecimento. Assim vejamos o que a bíblia nos ensina sobre essa comunhão:

 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. (Mt 12:25).

A Sagrada escritura nos incentiva sobre a importância de se viver em unidade, assim como um corpo com seus membros e órgãos e o seu pleno funcionamento. (I Co 12:14-17). A Igreja como corpo de Cristo, precisa que toda sua estrutura esteja em perfeita harmonia, assim o individualismo não deve sobressair, uma vez que assim como um corpo humano possui suas funções orgânicas, e a falha de um deles pode comprometer todo o resto, assim é a Igreja do Senhor (com suas exceções). Um corpo despedaçado não possui funções assim uma igreja sem dinamismo também não tem vida; afinal, reino dividido não prospera. (Mt 12:25). E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.

A função da Igreja vai além de tomar um partido social, mas sua verdadeira função é fazer florescer nos cristãos o amor, a compaixão uns pelos outros. O desígnio dado a cada membro na Congregação é na verdade a mola propulsora de seu desenvolvimento espiritual, e nisso os mais experientes careceram de compreender, já que isso possibilitará que os novos convertidos, ou os mais fracos na fé possam criar raízes e resistência espiritual. Vejamos porque devemos delegar as funções aos participantes do corpo cristão.

O ser humano tem por excelência necessidades emocionais, físicas e sociais, assim a convivência cristã faz parte destas necessidades, por certo, nesse ambiente podemos extravasar algumas delas tal como: falar, socializar por meio de uma interação musical, teatral, datas comemorativas, pois criamos um vínculo de amizade e de afeto, com uns mais, com outros menos. A nossa humanidade faz com que sintamos o desejo de demonstrar nossas habilidades de forma que nos sintamos úteis em alguma coisa, isso vai além de sermos prestativos apenas na vida devocional, mas na empresa, em casa, com os amigos íntimos e etc., Entretanto encontraremos sempre pessoas que não saberão valorizar a potencialidade do outro, e por isso cremos que como cristãos deveremos propor mudanças na forma com que lidamos com os demais, afinal teremos vários ambientes, com pessoas distintas, pessoas que gostam de servir e outras não, e se soubermos detectar isso, saberemos como e quando agir com o intuito de tirar o maior proveito e possibilitar uma participação efetiva de cada um na vida cristã.

Quando somos envolvidos em uma atividade por mais simples que seja nos sentimos motivados; nossas cognições são ativadas para um melhor desempenho, criamos um maior senso de responsabilidade moral, passamos a encarar aquela responsabilidade em um plano mais espiritual, compreendemos que quando temos uma função, seremos cobrados e isso nos deixa em estado de alerta, não que isso seja ruim, mas nos aproxima mais do corpo cristão. Assim sendo o individuo é levado à outra dimensão, sua imaginação é trabalhada, pois a ele foi delegado uma função, pelo qual ele foca e deverá sempre buscar bons resultados espirituais. Uma vez que recebemos uma “carta branca”, passamos a orar pelos objetivos a serem alcançados, dentro do contexto do qual trata o assunto e o mais interessante, é que a pessoa em questão toma pra si tal responsabilidade pelo simples prazer de ser envolvido, e não por ser uma obrigação.

Nesse caso sugere-se que o Pastorado saiba quais são os departamentos existentes em sua congregação, e que os lideres sejam levantados de acordo com os dons e capacidades pessoais. Quando um sujeito participante centraliza funções deixamos de viver o que esta escrito em 2 Pedro 1.5-8 que diz:

“ E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência , acrescentai à vossa fé a virtude , e à virtude a ciência.” Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.

Isso significa que cada pessoa em especial buscará com zelo executar a fé em um plano prático, aplicando o que está escrito no versículo 8, podemos entender que o cristão que não é envolvido pode ficar ocioso,  não que ele o seja, e quando falamos no campo da espiritualidade, ficar ocioso pode ser muito danoso, e fica-nos a responsabilidade como cristãos mais experientes de envolver e ocupar o tempo daqueles que gostam de cooperar para o desenvolvimento da obra cristã. Quando centralizamos as atividades em uma única pessoa, independente do ambiente que estamos, colocamos em risco o equilíbrio de toda a equipe. Muitos ministérios têm perdido sujeitos com uma imensa capacidade de agregar valores de maneira transversal e multicultural no quadro de fieis, devido à falta de planejamento e mesmo resistência daqueles que não cooperam para que o corpo cristão cresça, mas também porque aqueles que assumem alguma liderança precisam primeiro compreender sobre liderança e também serem liderados. Segundo (Bueno, pg 7) ele afirma que:

“Os lideres necessitam estar sempre atentos, pois seu comportamento pode desmotivar seus liderados, já que pessoas são diferentes umas das outras e a diversidade de interesse faz com que cada indivíduo execute suas tarefas por razões diferentes, e o líder tem que explorar as individualidades de cada um aplicando mecanismo e gerenciando as informações para manter a motivação e promover o desenvolvimento continuo de sua equipe”.

Ele prossegue dizendo que o bom líder delega funções, e jamais os detém, ele compartilha de suas experiências e não as guarda para si.  Assim podemos compreender que quanto mais alguém centraliza poder a si mesmo, menos produtivo é o trabalho em equipe.

“O perfil de uma liderança se difere do papel de um chefe, enquanto este centraliza e delega o líder não possui postura de executor e sim de servidor. Suas atribuições deixam de ser: comandar, controlar e executar, passando a ser de: delegar, debater, ouvir sugestões, compartilhar objetivos, informar, e apoiar.” (Bueno, pág. 8)

Sugere-se que conheçamos, portanto o trabalho e a estrutura organizacional de um estabelecimento para então planejarmos as ações futuras, crê-se que o primeiro passo é detectar a quantidade de membros, depois planejar por escrito quais departamentos existentes e aqueles que ainda serão criados. Assim delegar quem faz o que faz e quem o auxiliará. O primeiro problema a ser resolvido é, portanto descentralizar poderes, uma por que se o trabalho for feito em um modelo de pirâmide não articulado, o fracasso é eminente. Manter a energia no ambiente no qual estão inseridos os participantes e motiva-los na sua plena participação, é outro fator importante dentro da liderança seja ela empresarial, ou religiosa, pois, manter o processo de motivação do liderado, não é muito fácil, mas por outro lado é muito fácil desmotiva- lós.

Exemplos de Departamentos a serem trabalhados de forma conjunta:

  • Departamento infantil
  • Departamento Juvenil
  • Departamento de evangelização congregacional/ todos
  • Departamento de evangelização Juvenil / força jovem
  • Departamento de Louvor infantil
  • Departamento de Louvor adulto/mulheres
  • Departamento de Oração de mulheres
  • Departamento de cultos específicos / todos
  • Departamento administrativo/ Caixa financeiro de todos os departamentos/ Informações a serem transmitidas durante os cultos.
  • Departamento de Teatro
  • Departamento de música/ quem ensina instrumentos/ canto/coral
  • Departamento de louvor/ Abertura dos cultos/ grupos diversificado
  • Departamento de Dança/arte/cultura/artesanatos/ todos
  • Departamento de limpeza semanal da Igreja/ criar cronograma semanal
  • Departamento coral masculino/ louvor

Assim identificados os departamentos, às delegações são feitas, e dependendo do número de membros sugerem-se duas pessoas de acordo com a necessidade que será levantada pelo aprouve do Senhor e pela capacidade dada ao Pastor. É de competência do líder religioso, conhecer seus fieis, fazer entrevistas com cada um, ou em grupos, sendo de suma importância para que o mesmo conheça de perto as habilidades e particularidades dos mesmos.

 A segunda sugestão é preparar palestras para formação de lideres, ensinando a luz da palavra como deverão conduzir os outros grupos, levando em conta que cada departamento em questão deverá estar articulado em tudo e com todos, sejam os cultos, os trabalhos, e sempre de forma maleável abraçando as necessidades de cada sujeito. Essa formação deve ser contínua assim podem ser feito reuniões trimestrais, mensais ou mesmo semanais, voltados a estes membros que foram levantados para lideranças, sejam estes lideres ou vice lideres.

Podem-se recrutar pessoas capacitadas, que poderão preparar palestras com recursos didáticos para incentivar um bom desempenho dos participantes. O Pastorado deverá ter sempre um olhar “clinico espiritual” para delegar responsabilidades a uma determinada pessoa, pois, por certo liderança centralizadora pode ser prejudicial para qualquer estabelecimento, seja ele comercial ou não e neste momento é necessário raciocínio e não emoção nas tomadas de decisões. Uma conversa clara ao que lidera de forma negativa pode ser revertida positivamente, trabalhando com a problemática oferecendo capacitação ou simplesmente permitir que vinte se abata por causa de um, e não é essa a ideia de uma unidade cristã que depende de todo o corpo para então cumprir o Ide do Senhor.

Devemos nos resguardar pela palavra Santa para executarmos com amor e comunhão os desígnios do nosso Deus, como está escrito em João 10.16 que diz: Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, haverá um rebanho e um Pastor.

Conclusão

O proveito que podemos tirar de um planejamento é este, que nossas vidas deverão ser pautadas por um constante aprendizado, de modo que sejamos ao mesmo tempo evangelizados e evangelizadores, professor e também alunos e o nosso crescimento na fé realize-se principalmente na experiência da vida comunitária congregacional. Que é pelo viés da troca de experiências da vida cristã e na valorização de tudo que os outros podem nos oferecer, sem apontamentos extremistas, sobre as dificuldades dos demais que iremos trilhar um caminho de conquista espiritual, mas tudo isso deverá ser iluminado por alguns aspectos relevantes: como sermos dóceis à voz do Espirito Santo, sermos sábios no trato com o nosso próximo, evitarmos o erro de determos a verdade absoluta, uma vez que a verdade é a palavra, fugindo do ego inflado e soberbo, evitarmos centralizar ações como se a Igreja fosse um mercado de ações e movimentações simbolizando poderes, Devemos detectar os problemas emergentes por meio do dialogo, e que possamos assumir uma cordialidade assim como somos instruídos em Provérbios 17. 14. “Começar uma discussão é como abrir brecha num dique; por isso resolva a questão antes que surja a contenda”.

Descentralizar poderes e os compartilhar são portando uma boa proposta para conseguirmos sair de um plano individual para um plano coletivo onde o objetivo é salvar vidas, unir forças, alimentar as almas pela fé unindo a prática em um esforço genuinamente evangelístico para o crescimento geral de toda a Igreja.

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Defender direitos humanos e não outra forma de opressão.

Quando defensores do movimento feminista erguem a bandeira, em muitas situações, estes idealistas são interpretados equivocadamente. Alguns afirmam pelo “achismo cultural” que feministas desprezam os homens e visam privilégios, entretanto a questão a ser compreendida é a extensão de desigualdade de gêneros na sociedade em todas as áreas. Dados apontam, mulheres de descendência europeia ganham até 30% a menos que homens brancos, mulheres negras quase 70% menos. Esse é um dos muitos dados que comprovam que a luta feminista tem suas ideologias pautadas em um forte anseio por mudanças na maneira com que foi construída a politica   ao longo dos anos em relação à população feminina. A mulher brasileira ainda sofre violência, e os dados são alarmantes, isso refletido nos casos de estupro e agressões físicas, além das agressões verbais, isso significa que a cada 12 minutos uma mulher sofre violência de cunho sexual, e a cada 5 minutos uma é violentamente espancada.

Percebe-se claramente que o objetivo maior dos integrantes deste Movimento não consiste em ganhar “privilégios”, nem facilidades como afirmam uns, mas sim, trazer as claras essas disparidades, é lutar por direitos e não meros devaneios, já que essa sociedade atual ainda vive resquícios de uma desigualdade gênero racial e nossas mulheres seguem sem direitos democráticos. A luta é pela mudança nesse modo ultrapassado de encarar a mulher que são em suma a maioria.

Por um maior esclarecimento sobre a temática, penso que obras que falam da historicidade da participação da mulher merecem destaque, tal como a obra; Reivindicações dos direitos da mulher, de Mary Wollstonecraft, publicado em 1792, ainda no século XVIII. Com uma importante abordagem sobre a situação da mulher, com reivindicações voltadas a equidade de gênero, criticando autores iluministas que ao se referirem as mulheres não consideravam suas razões críticas e sentimentos como sujeitos ativos de mudança, colocando-as em situações de grande desvantagem social. Mary menciona de forma clara sobre as desigualdades cometidas, no capítulo “Censuras a alguns dos escritores que têm tornado as mulheres objetos de clemência”, criticando também o modo pelo qual alguns pensadores e escritores retratava a mulher. Essa forma de retrata-las ainda incomoda muitos feministas em pleno século XXI, e a luta continuará enquanto houver aquelas que estão em desacordo com a condição de “Amélia sofredora e submissa”, não que isso seja ruim, mas sim essa visão machista que mulher deve-se submeter aos dogmas, aos paradigmas e mesmo as agressões sejam elas simbólicas ou não.

Mary critica o filósofo Rousseau, esclarecendo o quanto a mulher não era vista como um sujeito autônomo: “(…) na visão do filosofo “a mulher é um ser frágil”, mesmo fraca e passiva, uma porque não possui atributos físicos favoráveis, já em contrapartida o homem é insuperável; e, assim, sugere que ela foi criada como objeto de agrado sendo subjugada por ele e que é seu papel e quem sabe “sua cina” fazer de forma agradável todas as vontades de seus superiores. Ainda perpetua no campo das ideias que a mulher só existe por causa do homem, sendo totalmente dependente dele, claro que umas se fazem dependentes, seja economicamente como emocionalmente, mas isso pra muitos é regra e não exceção. Esse discurso está presente em revistas, propagandas, sendo retratada de modo estereotipado, associando a mulher” ás Amélias da vida; ou seja, Amélia não tinha menor vaidade, Amélia que era mulher de verdade! “reduzindo-a, a vida doméstica”. A questão não é criticar em hipótese alguma a profissão de dona de casa, mas sim a forma com empregam essa função a mulher de forma pejorativa, negando a ela o pleno direito de cidadania sociopolítico. Atualmente esse aspecto melhorou a mulher esta mais participativa na sociedade, mas, ainda a muito á se fazer, pois a realidade de muitas meninas e mulheres é de uma marginalização adoçada pela democracia, e continua sendo uma pauta tão atual como nos séculos anteriores.

Essa autora é pivô do feminismo, justamente por reportar sobre a temática, influenciando assim o rumo das discussões de gênero que eclodiriam posteriormente. Suas reivindicações é para a plena emancipação mulheril, seu trabalho pode ser considerado revolucionário. O que incomoda os críticos feministas, é que a obra dela tendo sido escrito em um momento histórico diferente do atual ainda é motivo de descontentamento. Ela é pioneira quando trata do assunto com tanta propriedade, pois, além de criticar as desigualdades de gênero, Ela atuou na abolição, direcionando nas tomadas de decisões políticas e sociais em seu tempo, mas percebe-se que o tema que ela tratou é atemporal, Marry, já seguia pontuando que a liberdade das mulheres tinha que ser em suma abrangente, que deveria contemplar a essência de ser mulher; esclareceu-nos que o feminismo não é uma ideologia opressiva e ditadora, mas sim o rompante com a opressão estabelecida pela ideologia de gênero. Com o passar do tempo, mulheres americanas, afro descendentes quem sabe onde a era digital esta presente, tem dado força para que este movimento ganhasse destaque, como vem tendo destacando assim bravas mulheres, exceto aquelas que usam deste movimento para mascarar outras formas de opressão.

Assim creio que devemos ser criticas e refletir sobre o nosso espaço no mundo, esclarecendo a alguns que nos encaram erradamente, que na verdade temos muitos valores, e que nossas opiniões são válidas sim e que não precisamos ouvir de certos infortúnios que já que queremos igualdade temos que sofrer e apanhar na cara. Sim, lutamos por direitos iguais, mas é diante as leis, porque somos cidadãs e também temos voz. Esperamos que compreendam que o Movimento Feminista não foca no poder ideológico absoluto, onde mulher deve ser desrespeitosa com os homens, que mulher pode bater no rosto de um homem (de forma física) , que mulher não precise ter bom senso, ao contrário, tentamos mudar é a postura de mulheres submissas ao desrespeito por elas mesmas quando deixam de serem contempladas por um trabalho digno, quando são abusadas sexualmente contra a própria vontade por seus parceiros, quando são feridas com palavras racistas, quando permanecem em situação de marginalização social, quando são mortas por companheiros machistas. O Movimento Feminista não traz uma ideia vaga como muitos afirmam, mas sim questionamentos de mulheres de épocas distintas e que agora ressurge dando voz as mulheres atuais e que ainda lutam pelo respeito de ir e vir sem serem violadas em suas convicções, queremos sobre tudo sermos respeitadas nessa sociedade como pessoas dignas, mulheres sábias, mulheres lindas, mulheres que podem dar o melhor de si, mulheres que sabem escolher seu próprio destino, mulheres que desejam oportunidades em todas as áreas, mulheres que amam independente da cor, da etnia, ou simplesmente pelo fato de sermos mulheres, pois dessa reflexão “barrei na conclusão” que de frágil, nós mulheres não temos nada, simplesmente por que somos todas mulheres.